Frutas exóticas

Juliana Diana

As frutas exóticas são aquelas que têm sua origem diferente do local onde são comercializadas. São pouco conhecidas pela população e encontradas com mais facilidade na região em que são produzidas.

É comum que as frutas exóticas tenham um valor mais elevado que as demais, pois não são produzidas em alta escala.

As frutas exóticas apresentam formato, cor, aroma e sabor que chamam a atenção. Além disso, também apresentam diversos benefícios para a saúde, com nutrientes e vitaminas que contribuem com funcionamento do corpo.

Conheça abaixo uma lista com as frutas exóticas que podem ser encontradas no Brasil.

1. Cherimoia (Annona cherimola Mill)

cherimoia
Cherimoia

Originária de terras altas, a Cherimoia é produzida em países da América do Sul com mais de 1.500 metros de altitude, como a Colômbia, Peru e Bolívia. No Brasil, ela é pouco cultivada, sendo mais comum na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.

Apresenta polpa cremosa, adocicada e sementes pretas. Sua casca é verde e a superfície formada por carpelos nivelados.

É uma fruta rica em vitamina A, auxiliando na saúde da pele e dos olhos. Também possui vitamina C, sendo importante para o funcionamento do sistema imunológico, além de ter ação antioxidante e auxiliar na produção de colágeno.

2. Granadilha (Passiflora ligularis)

granadilho
Granadilha

Sua origem são as montanhas do México e da América Central e seu plantio é comum na Colômbia, que apresenta clima e solo que contribuem com seu desenvolvimento.

A granadilha tem uma casca dura e lisa e sua polpa muito semelhante a do maracujá, com consistência gelatinosa e sementes pretas. Com aroma e sabor próprio, esta fruta é muito utilizada no preparo de sucos, sorvetes e drinks.

É uma fruta com baixo valor calórico, rica em fotoquímicos que auxiliam no controle do colesterol e em fibras solúveis, que auxiliam na prevenção da diabetes.

3. Lichia (Litchi chinensis Sonn)

lichia
Lichia

Originária do sul da China, a lichia é mais facilmente encontrada no Brasil, sendo produzida em São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Paraná.

São frutas pequenas, com casca avermelhada e rugosidades. Sua polpa é branca e suculenta, com sabor doce e levemente ácida.

A lichia é rica em vitamina C, apresentando quantidades maiores do que a laranja e o limão. Também possui muitas fibras. Seus nutrientes auxiliam na saúde do coração e na regulação do sangue, além de possuir efeitos anti-inflamatórios.

4. Longan (Dimocarpus longan)

longan
Longan

Cultivada originalmente na China, a longan é também conhecida como olho de dragão.

Com uma única semente preta, essa fruta apresenta sabor suave e adocicado que se aproxima do melão.

É conhecida por suas propriedades fitoterápicas, além de ser rica em vitamina C e ferro, que juntos auxiliam no combate a anemia. Também é considerada uma fonte de potássio, fósforo, magnésio e cálcio.

5. Mangostão (Garcinia mangostana)

mangostao
Mangostão

O Mangostão tem origem na região tropical do sudeste da Ásia. É conhecido pelos nativos da região como a fruta mais saborosa do mundo. No Brasil, é produzido na região do litoral da Bahia e no oeste do estado de São Paulo.

Possui polpa branca de sabor doce e picante. Utilizado como suco, também pode ser consumido em cápsulas ou chá, liberando um princípio ativo que inibe a vontade de consumir doces.

Rico em vitaminas e minerais, possui ação anti-inflamatória, antiviral, antifúngica e antibiótica. Além disso, possui baixo valor energético.

6. Physalis (Physalis angulata)

Physalis
Physalis

A origem desta fruta são regiões com clima temperado, quente e subtropical. O principal país a cultivar a physalis é a Colômbia.

Seu sabor é refrescante e possui uma leve acidez, sendo parecido com tomate. É uma fruta pequena, com casca fina e de cor alaranjada, sendo cada fruto envolvido por folhas.

Seus nutrientes ajudam a fortalecer o sistema imunológico, purificar o sangue e diminuir taxas de colesterol.

7. Pitaya (Hylocereus undatus)

pitaya branca
Pitaya branca

Originária da América do Sul, a pitaya vem se popularizando no mercado brasileiro.

Possui uma polpa gelatinosa, com sabor suave e adocicado. Sua casca é avermelhada, porém seu interior pode ser branco ou rosa.

A pitaya é rica em vitamina A e C. Auxilia na proteção da mucosa gástrica e na melhora de inflamações. Também possui poder laxativo.

8. Rambutão (Nephelium lappaceum)

Rambutão
Rambutão

O rambutão é uma fruta originária do sudeste asiático, especialmente na Tailândia.

Seu nome vem do indonésio "rambut", que significa cabelo. Possui uma casca dura de cor vermelha e se assemelha a um ouriço. Sua polpa é amarelada, carnuda, suculenta, com sabor adocicado e ligeiramente ácido.

Suas propriedades mais marcantes são a presença de carboidratos e proteínas, que servem como estimulantes e auxiliam na prevenção de inchaços. Possui vitamina C que contribui na absorção de minerais, ferro e cobre.

9. Romã (Punica granatum)

Romã
Romã

De origem mediterrânea, a romã é uma fruta muito popular no mediterrâneo oriental e médio oriente, podendo ser cultivada em climas tropicais e subtropicais.

A romã apresenta uma casca lisa, de cor avermelhada e muito brilhante. Sua polpa é formada por diversas sementes que são envoltas por uma camada carnosa translúcida. Possui sabor levemente azedo e é utilizado no preparo de doces e salgados.

Esta fruta possui diferentes costumas e crenças, ela pode simbolizar fecundidade, esperança e riqueza. Para nossa saúde, a romã é uma rica fonte de antioxidantes, auxiliando na prevenção de problemas cardiovasculares, além de possuir vitamina A, C e ácido fólico.

10. Tamarillo (Solanum betaceum)

Tamarillo
Tamarillo

Originário da Nova Zelândia, o tamarillo é também conhecido tomate-de-árvore, tomate-maracujá e tomate-francês. Sua aparência é muito semelhante a de um tomate, porém suas sementes são escuras.

Sua casca é amarga e sua polpa possui sabor agridoce. É consumido no preparo de sucos, geleias, compotas e até molhos para acompanhar carnes.

É rico em vitamina A, que auxilia no controle do colesterol. Também possui vitamina B6, vitamina E, vitamina C e antioxidantes.

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Juliana Diana
Juliana Diana
Licenciada em Ciências Biológicas pelas Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) em 2007. Pós-graduada em Informática na Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2010. Doutora em Gestão do Conhecimento pela UFSC em 2019.