Acordo de Paris


O Acordo de Paris é um compromisso internacional discutido entre 195 países com o objetivo de minimizar as consequências do aquecimento global.

Ele foi adotado durante a Conferência das Partes - COP 21, em Paris, no ano de 2015.

Acordo de Paris
Líderes mundiais aprovam o Acordo de Paris

Acordo de Paris: situação atual

O mais recente tratado internacional é o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a 21ª Conferência das Partes ocorreu, em Paris.

O acordo de Paris tem como objetivo fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas. Ele foi aprovado pelos 195 países participantes que se comprometeram em reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Isso se resume em manter a temperatura média da Terra abaixo de 2 °C, acima dos níveis pré-industriais. Além de esforços para limitar o aumento da temperatura até 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

Os países desenvolvidos também se comprometeram a conceder benefícios financeiros aos países mais pobres, de modo que possam enfrentar as mudanças climáticas.

Porém, para que comece a vigorar precisa da ratificação de pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil concluiu sua ratificação ao Acordo de Paris em 12 de setembro de 2016.

Em documento encaminhado à ONU, as metas brasileiras são:

  • Reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025.
  • Em sucessão, reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030.

O mais recente acontecimento sobre o Acordo de Paris foi a saída dos Estados Unidos, anunciada em junho de 2017. Essa notícia foi recebida com bastante preocupação, pois os Estados Unidos é um dos maiores poluidores do planeta.

Saiba mais sobre o Efeito Estufa e Aquecimento Global.

Contexto Histórico

Para entender o aquecimento global é preciso recordar o processo de Revolução Industrial.

A mudança do modo de fabricação dos produtos levou à criação de máquinas. Essas eram movidas por carvão e posteriormente, petróleo.

Ambas são fontes não renováveis de energia e desprendem carbono que é o responsável pelo aumento de temperaturas na Terra.

Igualmente, ao escolher o petróleo como fonte energética dos automóveis, o problema da poluição e do aquecimento global só agravou.

É preciso lembrar que o primeiro modelo de veículo elétrico data de 1835 e foi construído nos Estados Unidos.

No entanto, com a popularização dos carros à combustão fabricados por Henry Ford, os automóveis elétricos tornam-se muito caros e são abandonados pela indústria.

Os problemas de contaminação e aquecimento global são observáveis primeiro na modificação do entorno natural e na saúde das pessoas.

Assim, na década de 60, a sociedade civil e os governos começam a preocupar-se com as consequências da industrialização.

Apoiado pela ONU, é realizada a primeira conferência sobre o meio-ambiente na cidade de Estocolmo, Suécia.

Outras reuniões se realizariam ao longo da década de 60 com o intuito de afinar políticas globais que contivessem o avanço do aquecimento global.

Leia mais em Segunda Revolução Industrial.

Tratados Ambientais

A preocupação com as questões ambientais foi pauta de diversos acordos internacionais nas últimas décadas.

Conferência de Estocolmo

A Conferência de Estocolmo foi realizada entre 5 e 16 de junho de 1972, em Estocolmo, Suécia.

Foi a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Representou o início das discussões internacionais sobre o Meio Ambiente.

Protocolo de Montreal

O Protocolo de Montreal é um acordo internacional, assinado em 1987. O seu objetivo é reduzir a emissão de gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Rio-92

A Rio-92 ocorreu após 20 anos da Conferência de Estocolmo. Também chamada de Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o evento foi realizado no Rio de Janeiro, em 1992.

Na ocasião, 172 países se reuniram para avaliar os principais problemas ambientais e discutir metas de redução dos impactos por eles gerados.

Como resultado surgiu a Agenda 21, que envolvia a dimensão social, econômica, cultural, educacional e ambiental das populações.

O objetivo era conduzir ao desenvolvimento sustentável como forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente.

Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto é um tratado internacional assinado em 1997, na cidade de Kyoto, no Japão. O objetivo era alertar para o aumento do efeito estufa e do aquecimento global.

Teve importância por ser o primeiro acordo a estabelecer metas de redução de gases de efeito estufa. O Protocolo de Kyoto só entrou de fato em vigor, a partir de 2005, durante a COP 11, em Montreal.

Rio + 10

A Rio + 10 ocorreu entre 26 de agosto e 4 de setembro de 2002, em Joanesburgo, na África do Sul.

O objetivo do encontro era avaliar os avanços dos acordos definidos na Rio-92. O evento serviu também para reforçar a necessidade e urgência de atender o que foi acordado durante a Rio-92.

COP 15

A Conferência das Partes sobre o Clima foi realizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O evento ocorreu nos dia 7 a 18 de dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.

O objetivo do encontro era discutir as alternativas para enfrentar o aquecimento global.

O cenário apontado pelos cientistas é de que a temperatura da Terra não poderia aumentar mais do que 2 °C em relação aos níveis pré-industriais, até o final do século.

Caso contrário, se alcançará um ponto irreversível das mudanças climáticas.

Rio + 20

A Rio + 20, também chamada de Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, ocorreu entre os dias 13 e 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro.

Foi um dos maiores eventos já realizados pela ONU e contou com a participação de mais de 180 países.

Teve como objetivo fortalecer e assegurar o desenvolvimento sustentável entre os países envolvidos. Um tema bastante discutido foi a Economia Verde, que significa o crescimento econômico aliado à redução da emissão de gases poluentes.

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Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.