Animais em Extinção no Brasil

Juliana Diana

Atualmente, existem mais de 1000 espécies de animais em risco de extinção no Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Contudo, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas.

Lista de Animais em Extinção no Brasil

Conheça alguns dos animais do Brasil que estão ameaçados de extinção:

Ararajuba

Ararajuba

A ararajuba (Guaruba guarouba), também conhecida como Guaruba, é uma ave verde e amarela, que existe somente na Amazônia e vem sofrendo com o tráfico e o desmatamento do bioma.

Pouco se sabe sobre os hábitos da ararajuba, o que dificulta a sua conservação. Atualmente, sSegundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), atualmente ela é considerada com risco vulnerável de extinção (VU).

Arara-azul

Arara azul

A arara azul (Anodorhynchus hyacinthinus) é encontrada nos biomas Amazônia e Pantanal. Essa espécie enfrenta problemas como o tráfico de animais, caça ilegal e o desmatamento de seu habitat. É muito cobiçada por caçadores pois as suas penas possuem grande valor no mercado internacional.

Outra espécie, a arara-azul-de-lear, habita o nordeste da Bahia e estima-se que haja apenas 228 animais em idade reprodutiva.

Ariranha

Ariranha

A ariranha (Pteronura brasiliensis), também conhecida como lobo do rio ou lontra gigante, encontrada no Pantanal e Amazônia é outra espécie ameaçada de extinção em risco vulnerável, conforme apresentado pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).

A pesca predatória, caça ilegal e a poluição dos rios, principalmente a contaminação por mercúrio, são as maiores ameaças para a conservação da espécie.

Baleia-franca-do-sul

Baleia franca do sul

A baleia-franco-do sul (Eubalaena australis), também conhecida como baleia franca austral, é encontrada no litoral brasileiro. Ela vem sofrendo com a caça, pesca, bem como a poluição das águas.

Na época de ter os filhotes, as mães buscam águas mais quentes e rasas para darem à luz. É considerada em perigo de extinção, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Boto cor-de-rosa

Boto-cor-de-rosa

O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é endêmico dos rios da bacia Amazônia, sendo considerado o maior golfinho de água doce e conhecido pela lenda de que ele seduz moças solteiras.

A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais atualmente sofre com a construção de hidrelétricas.

Pesquisadores estimam em cerca de 30 anos a população desta espécie poderá sofrer um declínio de 50%, por esse motivo foi categorizada como em perigo de extinção pelo ICMBio (2016).

Cervo-do-Pantanal

Cervo do Pantanal

O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) é o maior cervídeo da América da Sul. Além de ser encontrado no Pantanal, esta espécie vive também nos biomas Amazônia e Cerrado.

O desmatamento e a caça ilegal são ameaças, além da construção de hidrelétricas na bacia do Rio Paraná. Estas têm contribuído para a grande redução da espécie, classificando-a com risco vulnerável de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Cuxiú-preto

Cuxiu preto

O Cuxiú preto (Chiropotes satanas) é um mamífero que pode ser encontrado na Amazônia.

Esta espécie de macaco vem sofrendo com a caça predatória e desmatamento do seu habitat, causando assim escassez de alimentos, já que os frutos das árvores são fundamentais para sua sobrevivência. Atualmente está classificada como criticamente ameaçada de extinção pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Gato-maracajá

Gato maracajá

O gato-maracajá (Leopardus wiedii) sofreu durante décadas com a caça para a venda de sua pele. Ele é encontrado nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Atualmente, o desmatamento é o maior problema enfrentado pela espécie uma vez que causou a destruição de seu habitat natural, tornando-se vulnerável à extinção, conforme apontado pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016)

Jacutinga

Jacutinga

A jacutinga (Aburria jacutinga) é uma ave de médio porte endêmica da Mata Atlântica que vem sofrendo com a caça e perda do habitat.

Em alguns estados como Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo já foi extinta, sendo possível encontrá-la somente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por isso é considerada uma espécie em perigo de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Lobo-guará

Lobo guará

O Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) é encontrado no Cerrado, no Pantanal e nos Pampas. Esse animal é considerado o maior mamífero canídeo nativo da América do Sul.

A espécie enfrenta grandes problemas devido ao desmatamento de seu habitat e encontra-se vulnerável à extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Macaco-aranha-de-cara-preta

macaco aranha

O macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek) é encontrado principalmente na Amazônia. Entre as ameaças a sua conservação estão a destruição de seu habitat, a caça ilegal e o tráfico de animais.

Esta espécie tem ampla distribuição mas sofre com a construção de hidrelétricas, rodovias e linhas de transmissão, sendo estes um dos principais motivos para serem considerados com risco vulnerável de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Mico-leão-dourado

Mico leão dourado

O mico-leão-dourado habita a Mata Atlântica e sofreu durante décadas com o desmatamento e o tráfico de animais, o que resultou na eliminação quase total da espécie. Hoje, os poucos indivíduos que existem são restritos aos remanescentes de florestas do estado do Rio de Janeiro.

Com o apoio de projetos nas unidades de conservação onde se encontra, a situação tende a melhorar. Porém, a espécie é classificada como em perigo de extinção de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

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Morceguinho-do-cerrado

morceguinho do cerrado

O morceguindo-do-cerrado (Lonchophylla dekeyseri) é um animal pequeno, pesa cerca de 12 gramas e é uma espécie endêmica do Cerrado quee vive em cavernas e buracos nas matas e cerrado do Brasil.

A redução do seu habitat, causada principalmente pelo desmatamento, turismo desordenado e degradação ambiental são as principais causas para que a espécie esteja categorizada como em perigo de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Muriqui-do-norte

Muriqui do norte

O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é o maior primata das Américas, sendo encontrado somente na Mata Atlântica. A espécie sofre com o desmatamento da região e a caça ilegal e indiscriminada.

Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), esta espécie é classificada como criticamente ameaçada de extinção.

Onça-Pintada

onça pintada

A onça-pintada (Panthera onca) é considerada o maior felino das Américas, podendo ser encontrada em quase todos os biomas brasileiros, com exceção do Pampa, onde já foi extinta.

Esta espécie de onça é caçada por fazendeiros para proteger seus rebanhos, além disso, sofre com a destruição do seu habitat e sua pele tem grande valor no mercado mundial. De acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a onça-pintada é classificada com risco vulnerável de extinção.

Saíra-militar

saíra militar

O saíra-militar (Tangara cyanocephala cearensis) é encontrado na Mata Atlântica. Essa ave possui cores fortes e o grande problema enfrentado pela espécie é o desmatamento das regiões e o tráfico de espécies.

Atualmente, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016) ela apresentada risco vulnerável de extinção.

Sapo-folha

sapo folha

O sapo-foha (Proceratophrys sanctaritae) é uma espécie endêmica do Brasil, descrito cientificamente há pouco tempo, em 2010, e já se encontra em perigo de desaparecer. Ele foi descoberto na Serra do Timbó, no estado da Bahia.

A espécie sofre com o desmatamento do seu habitat por causa do cultivo de cacau, banana e das pastagens. Atualmente, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016) ele está classificado como criticamente ameaçada de extinção.

Soldadinho-do-araripe

soldadinho do araripe

O soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni) é uma ave que vive na caatinga, em área restrita da Chapada do Araripe, no Ceará.

Ela vem sofrendo com o problema do desmatamento da região, provocado pela criação de gado, monoculturas e o crescimento desordenado das cidades. Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a espécie é classificada como criticamente ameaçada de extinção.

Tamanduá-bandeira

tamanduá bandeira

O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é encontrado nos biomas da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

O tamanduá-bandeira vem sofrendo com desmatamento e queimadas das regiões destinadas às plantações ou criação de gado. Por conta dessas ações, a espécie encontra-se como vulnerável à extinção, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Tartaruga-de-couro

tartaruga de couro

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é considerada a maior espécie de tartaruga marinha do mundo.

Ela é encontrada em oceanos tropicais e temperados. No Brasil, a desova regular acontece no litoral norte do Espírito Santo.

O consumo dos ovos e abate das fêmeas foi muito comum no passado e suas características reprodutivas contribuem para colocar a conservação da espécie em situação crítica. Além disso, em alguns países o consumo da carne e do óleo desse animal é legalizado.

Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a espécie é classificada como criticamente ameaçada de extinção.

Tartaruga-oliva

tartaruga oliva

A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é uma espécie altamente migratória, que desova principalmente entre o litoral sul de Alagoas e norte da Bahia.

Assim como a tartaruga-de-couro, ela também sofria com a coleta dos ovos e abate no período da desova, o que tem diminuído por conta de muitos projetos conservacionistas.

Porém, a espécie ainda enfrenta problemas como a caça ilegal, pesca acidental e a poluição das águas, provocando assim o risco de extinção, que segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016) é classificada como em perigo.

Tatu-bola

Tatu-bola

O tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) é um animal endêmico da Caatinga, ou seja, é neste bioma que ele é mais encontrado. Pesquisadores apontam que a população desta espécie já diminuiu cerca de 45% em um período de 20 anos.

No ano de 2014 foi considerado o mascote da Copa do Mundo de futebol ocorrida no Brasil.

Os principais motivos que fazem este animal ser considerado com risco de extinção é causado peal degradação ambiental e à caça. Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016) a espécie está categorizada como em perigo de extinção.

Toninha

Toninha

A toninha (Pontoporia blainvillei) é o golfinho que pode ser encontrado na região costeira do Brasil, Uruguai e Argentina, passando pelo litoral do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul.

A captura da espécie em redes de pesca e baixa capacidade de reprodução fazem com que esta espécie seja considerada como criticamente ameaçada de extinção no Brasil, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

Uacari

uacari

O uacari (Cacajao hosomi) é encontrado na Amazônia e vem sofrendo com o desmatamento da região e a caça, já que habita terras indígenas dos Yanomamis.

De acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016) a espécie está classificada como em perigo de extinção.

Udu-de-coroa-azul-do-nordeste

udu de coroa azul

O udu-de-coroa-azul (Momotus momota marcgraviana) é encontrado nos biomas da Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica.

Essa ave multicolorida vem enfrentando problemas com a perda de seu habitat por causa do desmatamentos das regiões. Atualmente, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016) a espécie é classificada como em perigo de extinção.

Estes são apenas alguns dos animais ameaçados no Brasil, existem animais em risco de extinção no mundo.

Principais causas da extinção de espécies no Brasil

Muitas são as causas do desaparecimento das espécies, das quais destacam-se:

Tais fatores afetam diretamente os animais ou o seu habitat, reduzindo suas chances de sobrevivência.

Segundo estudos, o Brasil lidera o ranking de espécies de aves em extinção,sendo a Indonésia o segundo país.

A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), criou em 1963, um inventário para sistematizar o estado de conservação das espécies biológicas ameaçadas. Na lista estão animais, plantas, fungos e protistas.

Dessa maneira, a "Lista Vermelha da IUCN" (IUCN Red List), como é conhecida, divide-se em três grandes categorias compostas de outras subcategorias:

  • Extinto: extinto, extinto da natureza;
  • Ameaçada: criticamente em perigo, em perigo, vulnerável;
  • Baixo risco: dependente de conservação, quase ameaçada, pouco preocupante.

O Instituto Chico Mendes (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgaram em 2016 o Livro Vermelho com a relação dos animais ameaçados de extinção no Brasil. De acordo com o estudo, no país, existem 1.173 espécies animais ameaçadas de extinção, além dos que já foram extintos, como a arara-azul-pequena e o minhocuçu.

Tem existido nos últimos anos uma maior preocupação com os temas ambientais. Por isso, a legislação ambiental brasileira tem realizado alguns avanços, mas na prática ainda existem problemas de fiscalização.

Juliana Diana
Juliana Diana
Licenciada em Ciências Biológicas pelas Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) em 2007. Pós-graduada em Informática na Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2010. Mestre em Gestão do Conhecimento pela UFSC em 2015.