Animais em Extinção na Floresta Amazônica

Juliana Diana

Atualmente, inúmeros animais que vivem na Floresta Amazônica estão ameaçados de extinção.

Algumas das principais causas são: o desequilíbrio ambiental; a caça e pesca predatória; a poluição do solo, do ar e da água; alterações climáticas; tráfico de animais; e perda ou fragmentação dos habitats.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se dedica à conservação das espécies realizando pesquisas e estudos de campo para manter a lista de animais em extinção atualizada. A versão mais recente foi publicada no ano de 2016.

Vale lembrar que a Floresta Amazônica, em especial, possui uma função ambiental muito importante. O aumento de animais que compõem a lista de espécies em perigo de extinção vem aumentando a cada ano, o que tem gerado grande impacto na fauna brasileira.

Lista de animais em extinção na Floresta Amazônica

São cerca de 50 animais em extinção na floresta amazônica (desde mamíferos, peixes, aves e anfíbios) e, no Brasil, aproximadamente 600 espécies.

Confira abaixo uma lista com 20 animais que apresentam risco de extinção na Amazônia.

1. Gato-maracajá (Leopardus wiedii)

gato maracajá
O gato-maracajá é um felino com risco vulnerável de extinção

O gato-maracajá é um felino nativo da América Central e da América do Sul. Além da Floresta Amazônica, esta espécie também pode ser encontrada em outros biomas brasileiros.

O desenho de seus pelos são muito semelhantes ao da onça-pintada, tornando-se assim um alvo de caça. É um animal que está em risco de extinção, sendo classificado como vulnerável pelo Livro Vermelho da Fauna Brasileira ameaçada de extinção, publicado pelo ICMBio.

2. Peixe-Boi da Amazônia (Trichechus inunguis)

Peixe boi da Amazônia
O peixe-boi da Amazônia apresenta risco vulnerável de extinção

O peixe-boi da Amazônia é uma mamífero aquático considerado o menor dos peixes-bois. Ele habita rios e lagos da água doce na Amazônia.

Ele desempenha um importante papel ecológico no meio em que vive, pois sua alimentação baseada em plantas que ficam na superfície dos rios, impede que as mesmas se proliferem e diminua a intensidade dos raios solares na água.

Este animal está classificado como vulnerável pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016), sendo que o principal motivo do risco de extinção é a caça para utilização de sua carne e gordura.

3. Ararajuba (Guaruba guarouba)

Ararajuba
A ararajuba é classificada com risco vulnerável de extinção

A ararajuba é uma ave endêmica do Brasil que vive principalmente no oeste do estado do Maranhão e no sudeste da Amazônia.

Apresentando as cores amarela no corpo e verde na ponta das asas, ela é vítima do tráfico de animais. Por isso, é classificada como sendo de risco vulnerável de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio publicado em 2016.

4. Gavião real (Harpia harpyja)

Gavião real
O gavião-real é um animal com risco vulnerável de extinção

O gavião real é uma das espécies de águia mais poderosas do mundo. Ele pode ser encontrado na região amazônica e sua principal característica é o poder de caça de diferentes animais, desde macacos até outras aves.

A alteração do meio em que vive tem prejudicado sua sobrevivência. O desmatamento é uma das causas para este animal ser considerado como vulnerável de extinção segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016).

5. Ariranha (Pteronura brasiliensis)

Ariranha
A ariranha está classificada como vulnerável de extinção

A ariranha é uma espécie de lontra gigante e, em alguns locais, também é conhecida como onça-d'água.

Classificada como de risco vulnerável de extinção, a ariranha vem sofrendo com a caça. Em alguns biomas, ela é considerada como em perigo de extinção.

6. Onça-Pintada (Panthera onca)

Onça-pintada
A onça-pintada está classificada como vulnerável de extinção

A onça-pintada é um felino que vive na Amazônia, porém também pode ser encontrado no bioma Pantanal.

A perda de habitat devido ao desmatamento, a caça predatória e a fragmentação das populações são as principais ameaçadas de extinção da onça-pintada.

Atualmente, a espécie está classificada como vulnerável seu risco de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio, publicado em 2016.

7. Onça Parda (Puma concolor)

Onça-parda
A onça-parda apresenta risco vulnerável de extinção

A onça-parda é considerada o segundo maior felino do Brasil. O crescimento urbano tem contribuído com o risco de extinção da espécie, visto que dessa forma, houve a diminuição de seu habitat e de suas presas.

De acordo com a publicação mais recente do Livro Vermelho do ICMBio (2016), a onça-parda está classificada com risco vulnerável de extinção.

8. Uacari (Cacajao hosomi)

Uacari
O uacari está classificado como em perigo de extinção

O uacari é uma espécie de primata que tem origem na Venezuela, porém ele vive no estado do Amazonas. Estima-se que a população total desta espécie seja de 10 mil indivíduos adultos.

Classificado como em perigo de extinção pelo Livro Vermelho do ICMBio, o uacari é alvo de caça de indígenas.

9. Macaco-aranha (Ateles belzebuth)

Macaco aranha
O macaco-aranha está classificado com risco vulnerável de extinção

O macaco-aranha é uma espécie de primata não endêmica do Brasil, porém ele se tornou residente nos estados do Amazonas e do Roraima.

A caça predatória por indígenas e não indígenas é a principal causa da ameça de sua extinção. De acordo com o Livro Vermelho publicado pelo ICMBio, o macaco-aranha está classificado como vulnerável.

10. Macaco-prego (Sapajus cay)

Macaco-prego
O macaco-prego apresenta risco vulnerável de extinção

O macaco-prego é uma espécie de primata que vive nos estados no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A diminuição de sua população vem causando alerta nos pesquisadores, que apontam um declínio de mais de 30% dos indivíduos.

Fatores como fragmentação do habitat, expansão urbana, incêndios e caça são os principais motivos que podem extinguir essa espécie. Ele está classificado como vulnerável para risco de extinção, segundo o Livro Vermelho do ICMBio.

11. Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor)

Sauim-de-coleira
O sauim-de-coleira está criticamente ameaçado de extinção

O sauim-de-coleira é um mamífero primata endêmico do Brasil, sendo residente e nativo no estado do Amazonas.

As principais causas para sua extinção estão relacionadas aos incêndios, expansão urbana, caça e desmatamento.

De acordo com o Livro Vermelho publicado pelo ICMBio o sauim-de-coleira está classificado como criticamente ameaçado.

12. Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)

Tamanduá-bandeira
O tamanduá-bandeira apresenta risco vulnerável de extinção

O tamanduá-bandeira não é endêmico do Brasil, porém pode ser encontrado em todos os biomas brasileiros.

Também conhecido como "papa-formigas", ele vem sofrendo com o desmatamento e a diminuição de seu habitat, o que torna um agravante para sua sobrevivência.

Segundo o Livro Vermelho do ICMBio, o tamanduá-bandeira está classificado com risco vulnerável de extinção.

13. Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta)

Cuíca de colete
O cuíca-de-colete está criticamente ameaçado de extinção

O cuíca-de-colete é um mamífero da família dos marsupiais que tem como habitat as florestas brasileiras, além de ser encontrado em território peruano.

A principal causa de sua ameaça de extinção estaria relacionada à caça, pois este é um animal de movimentos lentos.

De acordo com a publicação do ICMBio, esta espécie está criticamente ameaçada, podendo inclusive já ter sido extinta em alguns locais.

14. Caiarara (Cebus kaapori)

Caiarara
O caiarara está criticamente ameaçado de extinção

O caiarara é endêmico do Brasil e vive nos estados no Maranhão e do Pará. O tamanho de sua população vem diminuindo com o passar do tempo. Pesquisadores estimam que atualmente o número de indivíduos maduros seja pouco maior de 10 mil.

As principais causas da ameça de extinção estaria relacionada ao desmatamento e a fragmentação de seu habitat.

Ele está classificado como criticamente ameaçado de extinção pelo Livro Vermelho do ICMBio, publicado em 2016.

15. Gato-do-mato (Leopardus tigrinus)

gato do mato
O gato-do-mato é classificado como em perigo de extinção

O gato-do-mato é um felino que tem ampla incidência no Brasil, porém a espécie vem sofrendo com a fragmentação de seu habitat.

De acordo com o Livro Vermelho publicado pela ICMBio no ano de 2016, o gato-do-mato é classificado como em perigo de extinção.

16. Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)

Papagaio-de-peito-roxo
O papagaio-de-peito-roxo está classificado como vulnerável risco de extinção

O papagaio-de-peito-roxo é uma ave que vive no território brasileiro e está classificada, segundo o livro vermelho do ICMBio, como vulnerável à extinção.

A principal ameaça para a extinção desta espécie está relacionada à destruição de seu habitat.

17. Chauá (Amazona rhodocorytha)

Chauá
O chauá apresenta risco vulnerável de extinção

O chauá é um papagaio colorido que apresenta o corpo verde e o topo da cabeça vermelha, além de possuir um bico muito forte. Devido à essas características é alvo constante do tráfico de animais.

De acordo com o Livro Vermelho do ICMBio, esta espécie está classificada com risco vulnerável de extinção.

18. Jacu-estalo (Neomorphus geoffroyi amazonicus)

Jacu-estalo
O jacu-estalo está classificado com risco vulnerável de extinção

O jacu-estalo é uma ave endêmica da Mata Atlântica, podendo ser encontrado também em alguns locais da região Amazônica

De acordo a publicação do Livro Vermelho publicado pelo ICMBio, o jacu-estalo apresenta risco vulnerável de extinção.

19. Boto-cinza (Sotalia guianensis)

boto-cinza
O boto-cinza está classificado com risco vulnerável de extinção

O boto-cinza é um animal que pertence à família dos golfinhos. Ele pode ser encontrado em águas turvas e costeiras, porém é mais comum nas bacias dos rios.

As principais causas para sua ameaça são a caça e a pesca. De acordo com o Livro Vermelho do ICMBio, o boto-cinza está indicado com risco vulnerável de extinção.

20. Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis)

Boto-cor-de-rosa
O boto-cor-de-rosa é uma espécie classificada como em perigo de extinção

O boto-cor-de-rosa é uma espécie endêmica do Brasil, vivendo especialmente dos rios da bacia Amazônica. É considerado o maior golfinho de água doce.

A população desta espécie vem diminuindo com o passar do tempo, principalmente devido à construção de hidrelétricas. Por isso, está classificado como em perigo de extinção pelo livro vermelho do ICMBio.

Algumas Plantas em Extinção na Amazônia

Pau rosa
O pau rosa é uma das plantas da Amazônia que está ameaçada de extinção

Na Amazônia, há aproximadamente 20 mil espécies de vegetais, sendo que muitas delas também estão ameaçadas de extinção.

Cerca de 80 espécies da flora na Amazônia estão ameaçadas de extinção e suas principais causas são: o contrabando e a extração inadequada.

Segundo a "Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção" do Ministério do Meio Ambiente, algumas plantas em extinção na Amazônia são:

  • Xaxim
  • Andiroba
  • Pau Rosa
  • Mogno
  • Cravo-do-Maranhão
  • Castanheira
  • Flor de Carajás
  • Cumaru-de-cheiro

Floresta Amazônica

Floresta amazônia
A Floresta Amazônica é conhecida como "pulmão do mundo"

A Floresta Amazônica ou simplesmente Amazônia, é conhecida popularmente como “pulmão do mundo”, além de ser considerada a maior floresta tropical do mundo e que apresenta a maior biodiversidade.

Localizada na América do Sul, ela ocupa cerca de 8 mil quilômetros quadrados, contemplando o território de nove países, porém a maior parte pertencente ao território brasileiro.

Entretanto, toda sua dimensão e beleza natural estão sendo ameaçadas com o progresso e a ambição. Com o passar dos anos, o local está sofrendo com a expansão das fronteiras agrícolas e pecuárias, o aumento das queimadas, desmatamento e a caça e a pesca ilegais.

Para tentar amenizar esse problema, muito projetos estão aliados à essa causa, desde as leis que incriminam empresas madeireiras e contrabandistas, até à fiscalização.

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Juliana Diana
Juliana Diana
Licenciada em Ciências Biológicas pelas Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) em 2007. Pós-graduada em Informática na Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2010. Mestre em Gestão do Conhecimento pela UFSC em 2015.