Descolonização da África


A descolonização da África foi um lento processo ocorrido no século XX. O primeiro país africano a ser independente foi o Egito, em 1922, e o último Eritreia, em 1993.

Apesar de os processos de independência terem sido iniciados no século XIX, somente após Segunda Guerra Mundial, com as potências europeias enfraquecidas, os países africanos consolidaram, enfim, a independência.

O custo, porém, foi elevado, em consequência de guerras coloniais que custaram a vida de milhões, minaram a capacidade produtiva dos países e lhes impuseram pesados fardos sociais. A África é o continente mais empobrecido do mundo.

Os processos de independência ocorreram em momentos diferentes. As nações do norte da África Ocidental e Oriental estavam livres a partir da década de 1950. Já os pertencentes à África Subsaariana, em 1960 e aqueles integrantes da África Austral e região do Oceano Índico entre 1970 e 1980.

Além do Egito, mais três estados eram independentes em 1956: a Etiópia, a Libéria e a África do Sul. Nessa década, ao menos 160 milhões de pessoas viviam no continente e 20 milhões de quilômetros quadrados estavam sob domínio europeu.

Compreenda melhor esse tema. Leia: Partilha da África.

Domínio Europeu na África até o século XX:

  • 14 estavam sob o domínio da França,
  • 14 sob domínio da Grã-Bretanha,
  • Quatro de Portugal,
  • Um da Bélgica,
  • Um da Espanha,
  • Um da Itália.

A situação política começou mudar entre 1957 e 1962. Nesse período, 29 países passaram à condição de novos estados independentes e contribuíram para acelerar o processo de descolonização africana.

Desses, a Costa do Ouro, que pertencia à Grã-Bretanha, foi o primeiro país conseguir a independência, em 1957, e passou a ser chamada Gana.

Três anos depois, 16 países se tornaram estados independentes: Camarões, Congo Francês, Congo Belga, Gabão, Chade, República Centro-africana, Togo, Costa do Marfim, Daomé, Alto Volta, Nigéria, Senegal, Mali, Madasgáscar, Somália e Mauritânia.

As última nações a conseguirem a independência foram Namíbia e Eritreia. A liberdade da Namíbia veio após uma longa guerra, que terminou em 1990 com êxito da Swapo (Organização Popular do Sudoeste Africano) contra a África do Sul, que é comandada por uma minoria branca de origem europeia.

Somente em 1993, a Frente Popular de Libertação da Eritreia venceu as forças da Etiópia e conquistou a independência.