Texto multimodal: como interpretar charge, tirinha, infográfico e publicidade
Texto multimodal é o texto que combina, de forma planejada, mais de um modo de linguagem, como palavras, imagens, cores, gráficos e sons. Nele, cada modo contribui com uma parte da mensagem, e parte do sentido só existe na relação entre eles. Charges, tirinhas, infográficos, anúncios e cartazes são exemplos comuns.
Para interpretar um texto multimodal, faça três perguntas: o que as palavras dizem sozinhas, o que a imagem mostra sozinha e o que só aparece na combinação das duas. Depois, aplique o critério próprio do gênero: o acontecimento na charge, o corte entre quadros na tirinha, o dado e a fonte no infográfico, o público e o apelo na publicidade.
Esse tipo de leitura aparece com frequência no ENEM e nos vestibulares, que usam charges, tirinhas e anúncios como texto-base. A base é a distinção entre linguagem verbal e não verbal: quando as duas se combinam na mesma peça, temos linguagem mista, e é essa combinação que o texto multimodal explora.
Resumo: como ler cada gênero multimodal
| Gênero | O que observar | Pergunta-chave |
|---|---|---|
| Qualquer texto multimodal | Modo verbal, modo visual e relação entre eles | O que só existe na combinação? |
| Charge | Acontecimento, personagem ou símbolo, alvo da crítica | Que fato da época motivou a peça? |
| Tirinha | Sequência de quadros e quebra de expectativa | O que muda no último quadro? |
| Infográfico | Dado, hierarquia visual e fonte | Quem publicou, quando e com que escala? |
| Publicidade ou propaganda | Público-alvo, apelo e o que a peça afirma sem escrever | Promove um produto ou uma ideia? |
Neste conteúdo você encontra:
- Como interpretar um texto multimodal
- Como interpretar uma charge
- Como interpretar uma tirinha
- Como ler um infográfico
- Diferença entre publicidade e propaganda
- Método passo a passo para a prova
- Exercícios sobre texto multimodal
- Perguntas frequentes
Como interpretar um texto multimodal
Em um texto multimodal, os modos verbal e visual não repetem a mesma informação: eles dividem o trabalho. Por isso, a leitura começa separando o que cada modo diz e, depois, observando o que surge quando eles se encontram.
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Exemplo: a campanha suspensa pelo CONAR
Em 2015, a campanha "Skol Ultra — a cerveja oficial dos atletas não oficiais" mostrava pessoas fazendo exercícios físicos e, logo depois, consumindo a bebida. O slogan chamava essas pessoas de "atletas", mas nenhuma frase dizia que a cerveja melhoraria o desempenho esportivo.
Após a denúncia de cinco consumidores, o Conselho de Ética do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu, em novembro de 2015, suspender a peça. O motivo foi a associação entre a bebida e o desempenho esportivo, proibida pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.
| O que o modo verbal diz | O que o modo visual diz | O que só existe na relação |
|---|---|---|
| O slogan chama quem bebe de "atleta", mas não afirma que a bebida melhora o desempenho. | Pessoas se exercitam e, logo depois, consomem a bebida. | A palavra "atleta" somada à cena de consumo após o exercício associa a bebida ao desempenho esportivo. Foi essa associação que o CONAR considerou uma infração. |
A afirmação proibida não estava escrita: estava na montagem. É por isso que uma leitura que olha só para o texto verbal, ou só para a imagem, perde o principal.
Quando não há texto multimodal de fato
Nem toda combinação de palavra e imagem produz sentido novo. Uma foto de um pôr do sol com a legenda "pôr do sol" apresenta a mesma informação nos dois modos: a legenda não amplia, não contrasta nem reorganiza a leitura da imagem. Nesse caso, há repetição, e a imagem funciona como decoração de um texto que já se explica sozinho.
Como interpretar uma charge
A charge é um texto de humor gráfico que critica um acontecimento específico e datado. Para entendê-la em profundidade, é preciso saber o que estava acontecendo quando ela foi publicada. Esse é o critério prático para separá-la do cartum, que trata de situações mais permanentes e funciona sem essa informação.
Para interpretar uma charge, siga três passos:
- Acontecimento: identifique o fato que motivou a peça.
- Personagem ou símbolo: observe a figura, o objeto ou a expressão socialmente reconhecível que ela mobiliza.
- Alvo da crítica: localize o que a peça questiona, denuncia ou ridiculariza.
| Critério | Charge | Cartum |
|---|---|---|
| Depende de um fato datado? | Sim | Não |
| Envelhece? | Sim: sem o contexto, a crítica perde força | Pouco: o tema é atemporal |
| Exemplo de tema | Uma decisão política anunciada naquela semana | A relação das pessoas com a tecnologia |
Exemplos e casos de fronteira
A charge "Rede Social", de Ivan Cabral, publicada no blog Sorriso Pensante em 1º de junho de 2011, explora os dois sentidos da palavra "rede": o espaço de interação e o objeto físico. A leitura se apoia no contexto do início dos anos 2010, quando as redes sociais dominavam o debate público.
Já "A escola e o futuro", do mesmo autor, publicada em 23 de fevereiro de 2016, trata da relação entre a escola e as expectativas de futuro dos estudantes. É possível reconhecer o tema e o alvo da crítica, mas não há um acontecimento único daquele mês que seja necessário conhecer. A peça fica, portanto, em uma zona de aproximação com o cartum.
Uma questão do ENEM de 2011 usou uma charge sobre o impacto tecnológico, e o gabarito apontava o surgimento de uma pessoa dependente de um novo modelo tecnológico. Também aqui há crítica social, mas nenhum fato daquela semana organiza a leitura. Nem toda charge tem um acontecimento fácil de apontar, e reconhecer essa dificuldade faz parte do método: o critério do acontecimento é uma ferramenta de leitura, não uma regra que obriga a inventar uma resposta.
Como interpretar uma tirinha
A tirinha é uma sequência curta de quadros, parente da história em quadrinhos. Seu sentido não está em nenhum quadro isolado, mas no corte entre quadros: no que muda de uma cena para a seguinte e, sobretudo, na quebra de expectativa que o último quadro costuma produzir.
Em geral, o primeiro quadro cria uma expectativa, os seguintes a desenvolvem e o último reorganiza tudo o que o leitor vinha entendendo. Veja uma tirinha descrita para este exemplo:
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| Quadro 1 → 2 | Quadro 2 → 3 | Quadro 3 → 4 | Efeito |
|---|---|---|---|
| A preparação vira ensaio, e a expectativa aumenta. | O ensaio vira chegada à escola, e o momento se aproxima. | A sala cheia imaginada dá lugar à sala vazia. | O último quadro faz o leitor reinterpretar os anteriores. |
Nenhum quadro é engraçado sozinho. O humor surge quando colocamos os quatro momentos em ordem e percebemos a diferença entre o que parecia que aconteceria e o que de fato acontece. O mecanismo é o mesmo em tirinhas de humor cotidiano e de crítica social: muda o alvo da quebra, não a forma de construí-la.
O método vale para séries conhecidas. Mafalda, de Quino, foi publicada na Argentina entre 29 de setembro de 1964 e 25 de junho de 1973. Armandinho, de Alexandre Beck, passou a sair regularmente no Diário Catarinense em 2010. Níquel Náusea, de Fernando Gonsales, estreou na Folha de S.Paulo em 1985. Em qualquer uma delas, observe o que cada quadro acrescenta antes de concluir o sentido da tira.
Caso-limite: quando o último quadro apenas confirma o que os anteriores sugeriam, não há o giro final. A tira continua válida, mas seu efeito se aproxima de uma constatação direta.
Como ler um infográfico
Para ler um infográfico ou um gráfico, separe três operações:
- Dado: extraia o número e sua unidade (percentual, milhões, mil etc.).
- Hierarquia visual: observe o que a peça destaca ou reduz, incluindo eixos, cores e proporções.
- Fonte: verifique quem publicou a informação, quando e a que período ela se refere.
Eixo truncado: mesmos dados, impressões diferentes
Nos dois gráficos abaixo, a Turma 1 acertou 41% de uma pergunta e a Turma 2 acertou 45%. Os valores são fictícios, criados para este exemplo.
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No primeiro gráfico, a barra da Turma 2 parece muito mais alta. No segundo, as duas parecem próximas. Os números não mudaram: mudou o ponto em que o eixo vertical começa. Um eixo truncado não prova que os dados são falsos, mas pode induzir a uma leitura exagerada. Os principais formatos e suas funções estão no artigo sobre tipos de gráficos.
Proporção, quantidade e data
Segundo a PNAD Contínua TIC do IBGE, a internet chegava a 95,0% dos domicílios brasileiros em 2025, o que corresponde a cerca de 76 milhões de domicílios. O percentual mostra a proporção; o número absoluto, a quantidade. Os dois descrevem a mesma realidade por caminhos diferentes.
A data também faz parte do dado. Na pesquisa anterior, o IBGE registrou 93,6% dos domicílios (74,9 milhões) com internet em 2024. Esse número estava correto para aquele ano, mas, se aparecesse em um infográfico sem a indicação de 2024, levaria o leitor a tratá-lo como o mais recente.
O mesmo vale para o Censo Escolar do Inep. O de 2024 contou cerca de 47,1 milhões de matrículas na educação básica; o de 2025, divulgado em fevereiro de 2026, registrou cerca de 46 milhões, uma queda de aproximadamente 1 milhão. Antes de concluir algo a partir de um número, confirme quem o publicou e a que ano ele se refere.
Diferença entre publicidade e propaganda
Na leitura escolar, costuma-se distinguir os dois termos assim: publicidade promove um produto ou serviço, com o objetivo de incentivar o consumo; propaganda promove uma ideia ou uma causa, como as campanhas de conscientização. No uso cotidiano e no mercado brasileiro, porém, as duas palavras costumam ser usadas como sinônimos. O que importa na prova é identificar o que a peça promove.
Em ambas, observe três aspectos: o público-alvo, o apelo usado para convencê-lo e o que a relação entre palavras e imagens afirma sem escrever.
| Peça | Tipo | Público-alvo | Apelo |
|---|---|---|---|
| Campanha "Skol Ultra" (2015) | Publicidade | Jovens adultos associados a um estilo de vida ativo e urbano | Identificação entre "atleta" e consumidor, construída pela sequência de exercício e consumo |
| Anúncio do Ministério do Esporte contra a violência de gênero em eventos esportivos (texto-base do ENEM 2020) | Propaganda | Quem frequenta ou acompanha eventos esportivos | Conscientização sobre um problema social e defesa de ações para reduzi-lo |
As duas peças usam palavra e imagem para convencer, mas promovem coisas diferentes: um produto e uma causa. Os recursos de linguagem usados nesse tipo de texto estão detalhados nos artigos sobre texto publicitário e linguagem publicitária.
Há casos mais difíceis. Algumas peças se apresentam como conteúdo informativo, como se só explicassem um assunto, mas têm o objetivo de vender um produto. Quando preço, marca e chamada de compra não aparecem em destaque, observe com mais cuidado a quem a peça se dirige e o que ela procura promover.
Método passo a passo para a prova
Diante de uma peça desconhecida, comece pela leitura que vale para qualquer texto multimodal. Só depois identifique o gênero e aplique o critério específico.
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Esse primeiro passo funciona até para gêneros não tratados aqui, como um pôster de filme ou a capa de um álbum, porque não depende de reconhecer o gênero antes. Já procurar acontecimento, sequência de quadros, dado ou apelo só é produtivo depois de saber que tipo de peça você está lendo.
Volte ao caso da abertura: a associação proibida não estava no slogan isolado nem nas imagens isoladas. Ela surgia da relação entre a sequência de exercício e consumo e a palavra "atleta", e foi essa leitura que levou o CONAR a suspender a campanha.
Exercícios sobre texto multimodal
Resolva as questões e confira o gabarito explicado de cada alternativa.
Questão 1
Na campanha "Skol Ultra", suspensa pelo CONAR em 2015, a associação entre a bebida e a melhora do desempenho esportivo estava:
a) apenas no slogan, que a afirmava diretamente.
b) apenas na imagem, sem relação com o texto verbal.
c) na relação entre a sequência de imagens, com exercício seguido de consumo, e a palavra "atleta" aplicada a quem bebia.
d) em lugar nenhum, pois foi uma interpretação equivocada dos consumidores que denunciaram.
e) no rótulo da embalagem, que prometia efeito energético.
A alternativa correta é a c: a associação resultava do encontro entre a sequência visual e o slogan; nenhum dos dois a fazia sozinho.
A alternativa a falha porque o slogan, lido sozinho, não afirma melhora de desempenho. A alternativa b falha porque isola a imagem e ignora o papel da palavra "atleta". A alternativa d falha porque desconsidera a decisão do CONAR e o mecanismo que ela identificou. A alternativa e falha porque a peça analisada não fazia essa promessa no rótulo; a associação vinha da montagem.
Questão 2
Uma peça de humor gráfico publicada no dia seguinte a um fato muito noticiado, que mostra uma autoridade em situação caricata ligada a esse fato, é mais bem descrita como charge porque:
a) depende de um acontecimento específico e datado para ser compreendida em profundidade.
b) toda peça de humor gráfico é charge, por definição.
c) usa exagero e caricatura, recurso exclusivo da charge.
d) critica uma autoridade pública, o que só a charge faz.
e) é publicada em jornal, e não em livro.
A alternativa correta é a a: a ancoragem em um fato datado é o critério que separa a charge do cartum.
A alternativa b falha porque o cartum também é humor gráfico e não depende de um fato datado. A alternativa c falha porque exagero e caricatura também aparecem em cartuns. A alternativa d falha porque o cartum também pode criticar figuras de autoridade. A alternativa e falha porque o veículo não define o gênero; cartuns também saem em jornais.
Questão 3
Em uma tirinha de humor, o efeito do último quadro costuma resultar de:
a) repetir a ação do quadro anterior.
b) introduzir uma personagem nova que resolve tudo.
c) explicar em palavras o que os quadros já mostravam.
d) ter mais texto verbal que os outros quadros.
e) quebrar a expectativa criada pelos quadros anteriores.
A alternativa correta é a e: o último quadro reorganiza o sentido da sequência, mostrando algo diferente do que o leitor previa.
A alternativa a falha porque a repetição reforça o que já foi mostrado, mas não produz a virada final. A alternativa b falha porque uma personagem nova pode aparecer, mas esse não é o mecanismo geral. A alternativa c falha porque explicar o que já foi mostrado produz redundância, e não quebra de expectativa. A alternativa d falha porque a quantidade de texto não define o efeito; o que importa é a mudança de sentido.
Questão 4
Um gráfico de barras cujo eixo vertical começa em um valor bem acima de zero tende a:
a) tornar impossível comparar os valores.
b) fazer diferenças pequenas parecerem muito maiores do que são.
c) provar que os dados foram inventados.
d) ocorrer apenas em gráficos de linha.
e) fazer todas as barras parecerem iguais.
A alternativa correta é a b: com o eixo truncado, uma diferença pequena ocupa grande parte da altura disponível.
A alternativa a falha porque a comparação continua possível; o que se distorce é a impressão visual. A alternativa c falha porque mudar o início do eixo não altera os números nem prova fraude. A alternativa d falha porque o efeito também ocorre em gráficos de barras. A alternativa e falha porque o efeito é o contrário: as diferenças parecem maiores.
Questão 5
O anúncio do Ministério do Esporte contra a violência de gênero em eventos esportivos, usado como texto-base no ENEM 2020, é mais bem classificado como:
a) publicidade, porque promove diretamente uma marca.
b) charge, porque usa humor gráfico para criticar.
c) infográfico, porque apresenta dados numéricos com fonte.
d) propaganda, porque promove uma ideia, a conscientização contra a violência de gênero, e não um produto.
e) tirinha, porque se organiza em quadros.
A alternativa correta é a d: a peça defende uma causa social, e não divulga um produto ou serviço à venda.
A alternativa a falha porque não há produto comercial nem marca sendo divulgados. A alternativa b falha porque a peça não é uma composição de humor gráfico. A alternativa c falha porque sua organização principal não é a apresentação de dados. A alternativa e falha porque o anúncio não constrói sentido por uma sequência de quadros.
Quer treinar com mais textos? Pratique com os exercícios de interpretação de texto, todos com gabarito comentado.
Perguntas frequentes
O que é um texto multimodal?
É um texto que combina, de forma planejada, mais de um modo de linguagem, como palavra e imagem, de modo que parte do sentido só exista na relação entre eles.
Quais são exemplos de textos multimodais?
Charges, cartuns, tirinhas, histórias em quadrinhos, infográficos, anúncios, cartazes, memes, pôsteres de filmes e vídeos.
Qual é a diferença entre texto multimodal e linguagem mista?
Linguagem mista é a combinação de linguagem verbal e não verbal. Texto multimodal é o texto que usa essa combinação, ou outras, para construir um sentido que nenhum modo produz sozinho.
Qual é a diferença entre charge e cartum?
A charge depende de um acontecimento específico e datado; o cartum trata de temas atemporais e pode ser entendido sem conhecer um fato da época.
Qual é a diferença entre publicidade e propaganda?
Na leitura escolar, publicidade promove um produto ou serviço, e propaganda promove uma ideia ou causa. No uso cotidiano, os dois termos costumam ser tratados como sinônimos.
Como interpretar textos multimodais no ENEM?
Separe o que o texto verbal diz, o que a imagem mostra e o que surge da combinação. Depois, identifique o gênero e aplique o critério dele antes de ler as alternativas.
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
CONAR. Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. São Paulo: CONAR. Disponível em: http://www.conar.org.br. Acesso em: 6 nov. 2026.
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Tecnologia da Informação e Comunicação 2025. Rio de Janeiro: IBGE, 2026.
INEP. Censo Escolar da Educação Básica 2025: resultados. Brasília: Inep/MEC, 2026.
RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2009.
JULIDORI, Luzia. Texto multimodal: como interpretar charge, tirinha, infográfico e publicidade. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/texto-multimodal-como-interpretar-charge-tirinha-infografico-e-publicidade/. Acesso em: