Arte Egípcia

Juliana Bezerra

A Arte Egípcia nasceu há mais de 3000 anos a.C. e está ligada à religiosidade, visto que a maior parte das suas estátuas, pinturas, monumentos e obras arquitetônicas se manifesta em temas religiosos.

Assim, o interior dos templos, bem como as peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, eram artisticamente elaborados. Os túmulos são um dos aspectos mais representativos da arte egípcia.

Isso porque os egípcios acreditavam na imortalidade da alma e acreditavam, ainda, que a alma poderia sofrer eternamente caso o corpo fosse profanado. Daí decorre a mumificação e o caráter monumental do local onde as múmias eram colocadas, cujo objetivo era protegê-las pela eternidade.

Pintura Egípcia

Arte Egípcia

O faraó contratava artistas para desenhar nas paredes pirâmides - túmulos dos faraós - a representação detalhada da sua vida, de modo que essa arte registra parte da história do Egito.

A dimensão das pessoas e objetos não caracterizava uma relação de proporção e distância, mas sim os níveis hierárquicos daquela sociedade. Assim, o faraó era sempre o maior dentre as figuras representadas numa pintura.

As tintas utilizadas nessas pinturas eram extraídas na natureza:

  • Preto (kem): associado à noite e à morte, a cor preta era obtida do carvão de madeira ou de pirolusite (óxido de manganésio do deserto do Sinai).
  • Branco (hedj): extraído do cal ou gesso, o branco simbolizava a pureza e da verdade.
  • Vermelho (decher): representava a energia, o poder e a sexualidade e era encontrado em substâncias ocres.
  • Amarelo (ketj): estava associado à eternidade e era extraído do óxido de ferro hidratado (limonite).
  • Verde (uadj): simboliza a regeneração e a vida e era obtido da malaquite do Sinai.
  • Azul (khesebedj): extraído do carbonato de cobre, o azul estava associado ao rio Nilo e ao céu.

Características da Pintura Egípcia

  • Ausência de três dimensões;
  • Ausência de sombra;
  • Utilização de cores convencionais;
  • Ausência de indicação do relevo;
  • Ângulos restritos de visão: de frente, de perfil ou de cima (Lei do Frontalidade).

Escultura Egípcia

Arte Egípcia

A maior parte das esculturas do Egito Antigo são representações dos faraós e dos deuses, apresentados em formas frontais, estáticas e sem qualquer expressão facial.

As esculturas dos faraós eram representadas sempre na mesma posição: homem de pé e com o pé esquerdo à frente, homem sentado de pernas cruzadas ou sentado com a mão esquerda apoiada na coxa.

Com corpo de leão (representado a força) e cabeça humana (representando a sabedoria), as esfinges são, sem dúvida, as esculturas egípcias mais famosas. Elas eram colocadas nas entradas dos templos com o intuito de afastar os maus espíritos.

Características da Escultura Egípcia

  • Formas estáticas;
  • Formas isentas de expressão facial;
  • Seguimento da convenção: em pé ou sentado.

Arquitetura Egípcia

Arte EgípciaA Grande Esfinge de Gizé

A arquitetura deste período reflete a funcionalidade, o que lhe conferia solidez e durabilidades incomparáveis para época.

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas da arquitetura egípcia. É também na região de Gizé que se localiza a esfinge mais famosa, a Grande Esfinge de Gizé.

Enquanto o mastaba era o túmulo dos egípcios, as pirâmides eras os túmulos dos seus faraós, que eram considerados os representantes de Deus na terra.

Importa referir que a base do triângulo representava o faraó e a sua ponta representava a sua ligação com Deus.

Características da Arquitetura Egípcia

  • Solidez e durabilidade;
  • Sentimento de eternidade;
  • Aspecto misterioso e impenetrável;
  • Imobilidade solene.

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Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.