Funções sulfuradas: quais são, fórmulas e exemplos

Gustavo Alves
Gustavo Alves
Professor de Química

As funções sulfuradas são as funções orgânicas que têm enxofre ligado à cadeia carbônica. As principais são o tiol (R–SH), o tioéter (R–S–R’) e o ácido sulfônico (R–SO3H). Tióis e tioéteres correspondem, respectivamente, aos álcoois e aos éteres em que o oxigênio foi trocado por enxofre.

Essa troca de um único átomo muda as propriedades. Os tióis têm odor muito forte e fervem a temperaturas menores que os álcoois correspondentes, mesmo sendo mais pesados. Por isso o etanotiol é adicionado ao gás de cozinha (GLP), que não tem cheiro: assim, um vazamento é percebido pelo olfato.

O fósforo também aparece em compostos orgânicos importantes, como os organofosforados usados como inseticidas e agrotóxicos. Ao contrário das funções sulfuradas, essa família não tem uma única fórmula geral: o que a reúne é o fósforo ligado a grupos orgânicos e o tipo de uso.

Resumo das funções sulfuradas e dos organofosforados

Função Fórmula geral Como reconhecer Exemplo
Tiol R–SH Enxofre ligado a um carbono e a um hidrogênio Etanotiol, CH3CH2SH
Tioéter R–S–R’ Enxofre entre dois carbonos Sulfeto de dietila, CH3CH2–S–CH2CH3
Ácido sulfônico R–SO3H Enxofre ligado a carbono, a dois oxigênios em ligação dupla e a uma hidroxila Ácido etanossulfônico, CH3CH2SO3H
Organofosforado Sem fórmula única Fósforo ligado a grupos orgânicos, em geral por meio de oxigênio ou enxofre; uso como inseticida ou agrotóxico Acefato, clorpirifós

Neste conteúdo você encontra:

Tiol: fórmula, nomenclatura e propriedades

O enxofre está na mesma família do oxigênio na tabela periódica (grupo 16) e pode ocupar uma posição semelhante na cadeia carbônica. Quando o oxigênio de um álcool é substituído por enxofre, forma-se um tiol; quando essa troca ocorre em um éter, forma-se um tioéter.

Esquema mostrando que o álcool R–OH vira o tiol R–SH e o éter R–O–R’ vira o tioéter R–S–R’ quando o oxigênio é trocado por enxofre
A posição do heteroátomo na cadeia é a mesma; o que muda é o grupo funcional e suas propriedades.
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O grupo característico do tiol é o –SH, chamado de sulfidrila (ou mercapto). Por isso, os tióis também são conhecidos como mercaptanas.

Nomenclatura dos tióis

Pela regra da IUPAC, o nome do tiol é formado pelo nome do hidrocarboneto correspondente seguido do sufixo -tiol. Compare com os álcoois:

Álcool Tiol correspondente
Metanol, CH3OH Metanotiol, CH3SH
Etanol, CH3CH2OH Etanotiol, CH3CH2SH
Propan-1-ol, CH3CH2CH2OH Propano-1-tiol, CH3CH2CH2SH
Butan-1-ol, CH3CH2CH2CH2OH Butano-1-tiol, CH3CH2CH2CH2SH

Por que o tiol ferve a uma temperatura menor que o álcool?

A ligação S–H forma ligações de hidrogênio muito mais fracas que a ligação O–H. Com atrações mais fracas entre as moléculas, é preciso menos energia para separá-las, e o tiol ferve a uma temperatura menor que o álcool análogo, mesmo tendo massa molar maior.

Gráficos de barras comparando metanotiol, etanotiol e etanol: massa molar de 48,1, 62,1 e 46,1 g/mol e temperatura de ebulição de 5,9, 35,9 e 78,4 °C
A massa molar sozinha não explica a temperatura de ebulição: as forças entre as moléculas pesam mais.
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Substância Fórmula Massa molar (g/mol) Temperatura de ebulição (°C)
Metanotiol CH3SH 48,107 5,9
Etanotiol CH3CH2SH 62,134 35,9
Etanol CH3CH2OH 46,0684 78,4

Fonte: National Institute of Standards and Technology (NIST), Chemistry WebBook.

Entre dois tióis, porém, vale o padrão esperado: do metanotiol para o etanotiol, a cadeia cresce, a massa molar aumenta e a temperatura de ebulição também.

O cheiro dos tióis e o gás de cozinha

Os tióis são conhecidos pelo odor forte e desagradável, perceptível pelo nariz em quantidades mínimas. Por isso, o etanotiol (ou etilmercaptana) é adicionado ao gás liquefeito de petróleo (GLP), que é inodoro: um vazamento pode ser percebido muito antes de o gás atingir uma concentração perigosa.

Compostos com enxofre também estão por trás do cheiro de alho cortado. No alho intacto há um composto precursor; quando o tecido é rompido pelo corte, forma-se a substância de odor característico. Já o cheiro de ovo podre vem do sulfeto de hidrogênio, H2S, que tem enxofre mas não tem carbono e, por isso, não é um composto orgânico.

Tioéter

No tioéter, o enxofre está entre dois átomos de carbono, no trecho C–S–C. A fórmula geral é R–S–R’, em que R e R’ são grupos carbônicos, iguais ou diferentes. Os tioéteres também são chamados de sulfetos orgânicos.

Um exemplo é o sulfeto de dietila, CH3CH2–S–CH2CH3, que corresponde ao éter dietílico com enxofre no lugar do oxigênio.

Para diferenciar um tiol de um tioéter, não importa o tamanho da cadeia, e sim os vizinhos imediatos do enxofre. O butano-1-tiol, CH3CH2CH2CH2SH, e o sulfeto de dietila, CH3CH2–S–CH2CH3, têm a mesma fórmula molecular (C4H10S), mas pertencem a funções diferentes:

  • Butano-1-tiol: o enxofre está ligado a um carbono e a um hidrogênio. É um tiol.
  • Sulfeto de dietila: o enxofre está ligado a carbono dos dois lados. É um tioéter.

Ácido sulfônico

Quando o enxofre está ligado a uma cadeia carbônica e também a três oxigênios, um deles em uma hidroxila, temos o grupo sulfônico, de fórmula geral R–SO3H. Quando esse grupo é a função principal, o composto é chamado de ácido sulfônico.

O grupo sulfônico pode ser comparado à carboxila dos ácidos carboxílicos:

Grupo Fórmula geral Átomo central Ligações ao redor do átomo central Força ácida
Ácido carboxílico R–COOH Carbono Um oxigênio em ligação dupla e uma hidroxila Referência
Ácido sulfônico R–SO3H Enxofre Dois oxigênios em ligação dupla e uma hidroxila Mais forte que o ácido carboxílico correspondente

O ácido etanossulfônico, CH3CH2SO3H, por exemplo, é mais forte que o ácido etanoico (acético), CH3COOH: os dois têm dois carbonos, e a diferença está no grupo funcional. Aumentar ou ramificar a cadeia, como no ácido propano-1-sulfônico (CH3CH2CH2SO3H) ou no ácido 2-metilpropano-1-sulfônico ((CH3)2CHCH2SO3H), não muda a classificação.

O grupo sulfônico nos detergentes

O principal uso dos ácidos sulfônicos está nos detergentes. O alquilbenzenossulfonato linear de sódio (LAS), o tensoativo sintético produzido em maior volume no mundo, tem duas partes com papéis diferentes:

Esquema da molécula de LAS com a cadeia hidrocarbônica longa e o anel benzênico como parte apolar e o grupo sulfonato com sódio como parte solúvel em água
A cadeia longa interage com a gordura, e o grupo sulfônico, na forma de sal de sódio, interage com a água.
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Parte da molécula Papel
Cadeia hidrocarbônica longa e anel benzênico Parte apolar, que interage com gorduras
Grupo sulfonato (–SO3−), na forma de sal de sódio Parte polar, que dá solubilidade em água

Organofosforados

Os organofosforados são compostos em que o fósforo está ligado a grupos orgânicos, usados principalmente como inseticidas e agrotóxicos. Na maioria deles, o fósforo se liga à cadeia carbônica por meio de átomos de oxigênio ou de enxofre (trechos P–O–C ou P–S–C), formando ésteres do ácido fosfórico ou do ácido tiofosfórico.

Diferentemente do tiol, do tioéter e do ácido sulfônico, os organofosforados não têm uma fórmula geral única. A família é reconhecida por dois critérios juntos: o fósforo ligado a grupos orgânicos e o tipo de aplicação. Isso não é uma falha da classificação; mostra que nem toda família química é definida do mesmo modo.

Grupo Como se define
Tiol Estrutura fixa: R–SH
Tioéter Estrutura fixa: R–S–R’
Ácido sulfônico Estrutura fixa: R–SO3H
Organofosforado Fósforo ligado a grupos orgânicos, mais o uso como inseticida ou agrotóxico, sem estrutura única

O ácido fosfórico, H3PO4, contém fósforo, mas não é um organofosforado: o fósforo está ligado apenas a oxigênios e hidrogênios, sem nenhum grupo orgânico. Ter fósforo na fórmula não basta.

Situação no Brasil

Pertencer à mesma família química não leva ao mesmo resultado regulatório. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) avalia cada ingrediente ativo separadamente:

Ingrediente ativo Situação em 12 de fevereiro de 2025 Instrumento
Parationa metílica Proibido RDC 56/2015
Metamidofós Proibido RDC 01/2011
Monocrotofós Proibido RDC 215/2006
Forato Proibido RDC 12/2015
Triclorfom Proibido RDC 37/2010
Acefato Mantido com restrições RDC 45/2013
Fosmete Mantido com restrições RDC 36/2010
Clorpirifós Em reavaliação, sem decisão final Reavaliação iniciada em 2021

Fonte: ANVISA, Reavaliação de agrotóxicos. Matéria regulatória sujeita a alteração.

"Proibido" significa que o uso avaliado deixou de ser autorizado. "Mantido com restrições" significa que o uso continua permitido, mas sob condições, o que não equivale a ausência de risco. "Em reavaliação" quer dizer que a análise ainda não terminou: no caso do clorpirifós, por preocupação com efeitos sobre o desenvolvimento do sistema nervoso.

Toxicidade: dose, via de contato e tempo de exposição

Os organofosforados agem sobre o sistema nervoso, o que explica tanto a eficácia contra insetos quanto o perigo para quem os aplica. Mas a identidade da substância não decide sozinha o risco. Três fatores pesam:

  • Dose: a quantidade à qual a pessoa fica exposta.
  • Via de contato: como a substância chega ao organismo, por exemplo pela pele, pela respiração ou pela boca.
  • Tempo de exposição: quanto dura o contato.

Por isso, o mesmo composto aplicado por um trabalhador com macacão, luvas, máscara e óculos, durante pouco tempo, representa um risco muito menor do que em contato com a pele desprotegida por um período longo. O equipamento de proteção individual (EPI) reduz a exposição de quem aplica, e o período de carência (ou intervalo de segurança) é o tempo mínimo entre a aplicação e a colheita, para que a concentração do produto caia antes de o alimento chegar ao consumo.

O mesmo raciocínio vale para o cheiro. O etanotiol do gás de cozinha é percebido pelo nariz em quantidades muito menores do que as que representariam risco à saúde. Sentir um cheiro e estar em perigo são coisas diferentes. No caso do gás, o perigo vem do próprio GLP acumulado, e o cheiro serve justamente de alerta.

Como classificar um composto com enxofre ou fósforo

Para decidir a que família pertence um composto desconhecido com enxofre ou fósforo, siga quatro passos:

Fluxograma para classificar compostos com enxofre ou fósforo: verificar a ligação a carbono e depois os vizinhos do heteroátomo, chegando a tiol, tioéter, ácido sulfônico ou organofosforado
Primeiro, a ligação com o carbono; depois, os vizinhos imediatos do heteroátomo.
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  1. Verifique se o heteroátomo (enxofre ou fósforo) está ligado à parte carbônica da molécula. Se não estiver, o composto fica fora das funções orgânicas estudadas.
  2. Identifique os vizinhos imediatos do heteroátomo.
  3. Compare essa vizinhança com a função oxigenada correspondente: álcool, éter ou ácido carboxílico.
  4. Se a analogia não se completar, como nos organofosforados, use o critério próprio da família.

Esse roteiro decide a família estrutural, mas não diz nada sobre a toxicidade ou a situação regulatória do composto. Para revisar as funções que servem de comparação, veja os artigos sobre funções oxigenadas e sobre as funções orgânicas em geral.

Exercícios sobre funções sulfuradas

Resolva as questões e confira o gabarito explicado de cada alternativa.

Questão 1

O etanotiol (CH3CH2SH) tem massa molar de 62,1 g/mol e ferve a 35,9 °C. O etanol (CH3CH2OH) tem massa molar de 46,1 g/mol e ferve a 78,4 °C. Qual alternativa explica corretamente esses dados?

a) O etanotiol ferve a uma temperatura maior porque é mais pesado.

b) A massa molar é o único fator que determina a temperatura de ebulição.

c) O etanol ferve a uma temperatura maior porque suas moléculas formam ligações de hidrogênio mais intensas, pela ligação O–H.

d) O etanotiol forma ligações de hidrogênio mais fortes que o etanol.

e) Os dois compostos fervem à mesma temperatura, pois têm dois carbonos.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a c: a ligação O–H do etanol forma ligações de hidrogênio muito mais fortes que a S–H do etanotiol, e isso pesa mais que a diferença de massa molar.

A alternativa a falha porque os dados mostram o contrário: o etanotiol é mais pesado, mas ferve a uma temperatura menor. A alternativa b falha porque se fosse, o etanotiol ferveria a uma temperatura maior que o etanol. A alternativa d falha porque a ligação S–H forma ligações de hidrogênio mais fracas que a O–H. A alternativa e falha porque as temperaturas de ebulição são muito diferentes: 35,9 °C e 78,4 °C.

Questão 2

O composto CH3CH2–S–CH2CH3 pertence a qual função orgânica?

a) Tioéter, porque o enxofre está ligado a carbono dos dois lados.

b) Tiol, porque contém enxofre.

c) Éter, porque tem um heteroátomo entre dois carbonos.

d) Ácido sulfônico, porque tem enxofre ligado a carbono.

e) Composto inorgânico, porque tem enxofre.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a a: o enxofre está entre dois carbonos, no trecho C–S–C, o que caracteriza um tioéter (sulfeto de dietila).

A alternativa b falha porque para ser tiol, o enxofre precisaria estar ligado a um hidrogênio (grupo –SH). A alternativa c falha porque o heteroátomo é o enxofre, e não o oxigênio. A alternativa d falha porque não há os três oxigênios do grupo –SO3H. A alternativa e falha porque o enxofre está ligado a carbono, então o composto é orgânico.

Questão 3

Qual alternativa compara corretamente o grupo sulfônico e a carboxila?

a) Os dois grupos têm carbono como átomo central.

b) O ácido carboxílico é mais forte que o ácido sulfônico correspondente.

c) O grupo sulfônico só existe em compostos inorgânicos.

d) Aumentar a cadeia carbônica transforma o ácido sulfônico em ácido carboxílico.

e) O ácido sulfônico tem enxofre como átomo central e é mais ácido que o ácido carboxílico correspondente.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a e: no grupo –SO3H, o átomo central é o enxofre, ligado a dois oxigênios em ligação dupla e a uma hidroxila; esse grupo é mais ácido que a carboxila.

A alternativa a falha porque no grupo sulfônico, o átomo central é o enxofre. A alternativa b falha porque a relação é a inversa: o ácido sulfônico é mais forte. A alternativa c falha porque nos ácidos sulfônicos, o enxofre está ligado a uma cadeia carbônica. A alternativa d falha porque o tamanho da cadeia não muda o grupo funcional.

Questão 4

Por que o ácido fosfórico (H3PO4) não é classificado como organofosforado?

a) Porque não contém fósforo.

b) Porque todo composto com fósforo é inorgânico.

c) Porque os organofosforados têm uma fórmula geral única, diferente da dele.

d) Porque o fósforo não está ligado a nenhum grupo orgânico, apenas a oxigênios e hidrogênios.

e) Porque ele tem oxigênio, e organofosforados não podem ter oxigênio.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a d: para ser organofosforado, o fósforo precisa estar ligado a grupos orgânicos; no ácido fosfórico, não há carbono.

A alternativa a falha porque o ácido fosfórico contém fósforo. A alternativa b falha porque os organofosforados são compostos orgânicos que contêm fósforo. A alternativa c falha porque os organofosforados não têm fórmula geral única. A alternativa e falha porque a maioria dos organofosforados tem fósforo ligado a oxigênio.

Questão 5

Sobre risco e exposição a substâncias químicas, qual alternativa está correta?

a) Todo composto que tem cheiro forte é perigoso à saúde.

b) O risco depende da dose, da via de contato e do tempo de exposição, e não apenas da identidade da substância.

c) Um agrotóxico mantido com restrições não exige cuidados no uso.

d) Um composto em reavaliação já está proibido.

e) Todos os compostos da mesma família química têm a mesma situação regulatória.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a b: o mesmo composto pode ser usado com segurança em condições controladas e representar risco em exposição prolongada e sem proteção.

A alternativa a falha porque perceber um odor não é o mesmo que estar em perigo; o etanotiol é detectado em quantidades muito pequenas. A alternativa c falha porque mantido com restrições significa uso permitido sob condições, e não ausência de risco. A alternativa d falha porque em reavaliação significa que ainda não há decisão final. A alternativa e falha porque a ANVISA decide caso a caso: há organofosforados proibidos, restritos e em reavaliação.

Quer completar a revisão das funções com heteroátomos? Veja também as funções nitrogenadas, com aminas, amidas, nitrocompostos e nitrilas.

Perguntas frequentes

Quais são as funções sulfuradas?

As principais são o tiol (R–SH), o tioéter (R–S–R’) e o ácido sulfônico (R–SO3H), todas com enxofre ligado a uma cadeia carbônica.

O que é um tiol?

É um composto orgânico com o grupo –SH ligado a carbono. Corresponde a um álcool em que o oxigênio foi trocado por enxofre, e o nome termina em -tiol, como em etanotiol.

Qual é a diferença entre tiol e tioéter?

No tiol, o enxofre está ligado a um carbono e a um hidrogênio; no tioéter, o enxofre está entre dois carbonos.

Por que o gás de cozinha tem cheiro?

Porque o GLP é inodoro e recebe uma pequena quantidade de etanotiol, um tiol de odor muito forte, para que vazamentos sejam percebidos.

Por que o tiol ferve a uma temperatura menor que o álcool?

Porque a ligação S–H forma ligações de hidrogênio muito mais fracas que a O–H. Assim, as moléculas do tiol se separam com menos energia, mesmo sendo mais pesadas.

O que são organofosforados?

São compostos com fósforo ligado a grupos orgânicos, em geral por meio de oxigênio ou enxofre, usados como inseticidas e agrotóxicos. Não têm uma fórmula geral única.

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Referências Bibliográficas

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Reavaliação de agrotóxicos. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/acessoainformacao/perguntasfrequentes/agrotoxicos/reavaliacao-de-agrotoxicos-2. Acesso em: 6 nov. 2026.

NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY (NIST). NIST Chemistry WebBook: Methanethiol; Ethanethiol; Ethanol. Disponível em: https://webbook.nist.gov. Acesso em: 6 nov. 2026.

SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHLE, Craig B.; SNYDER, Scott A. Química orgânica. 12. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018.

S&P GLOBAL COMMODITY INSIGHTS. Chemical Economics Handbook: Linear Alkylbenzene Sulfonic Acid and Linear Alkylate Sulfonate. Out. 2024.

Gustavo Alves
Gustavo Alves
Licenciado em Química pelo Centro Universitário ETEP e Bacharel em Química pela USP. Pós-graduado em Metodologia do Ensino de Física e Química e em Química Analítica. Professor de Química e Matemática em Ensino Médio, Técnico e pré-vestibular. Experiência em edição de livros didáticos pela Editora FTD.

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