Paganismo

Juliana Bezerra

O termo paganismo vem do latim, paganus, que designava aqueles que viviam no campo.

Após a cristianização do Império Romano, a Igreja passou a designar "pagão" todos àqueles que não haviam sido batizados.

Religião

É importante frisar que os pagãos não eram um povo à parte. Eles eram cidadãos romanos que viviam na zona rural. Por isso, tinham uma relação mais forte com a natureza, e prestavam-lhe homenagem assim como prestavam adoração aos diversos deuses romanos.

Desta maneira, cultuavam as forças da natureza como o vento, sol, água, fogo e tudo o que fosse necessário para garantir a sobrevivência diária como o êxito das colheitas e a fertilidade dos animais.

Dentre algumas características desta religião podemos citar:

  • A natureza é parte da essência divina;
  • tudo o que existe na Terra é uma partícula do divino;
  • os ciclos da natureza são respeitados e celebrados com festas;
  • alguns praticam o animismo ou seja: as forças da natureza são personificadas e adoradas como deuses.

É importante ressaltar que o paganismo não é uma religião dogmática onde existem princípios morais rígidos. Em certas vertentes existe a hierarquia de sacerdotes, auxiliares e iniciados, mas não existe um livro sagrado de onde vem a fonte única do saber.

Assim, é impossível afirmar que existe apenas um tipo de paganismo. Afinal, os cultos pagãos variavam de uma região para outra. Desta maneira, a religião pagã tem diversas tradições e vertentes como a Wicca, a bruxaria, o paganismo celta, nórdico, eslavo etc.

Exemplo: a Wicca é paganismo, mas nem todo paganismo é Wicca.

De todas as formas, na segunda metade do século XX, houve um redespertar das religiões pagã e politeístas. Essas pessoas são chamadas de neopagãs.

Politeísmo

Cerimonia Neopagã

Cerimônia neopagã realizada em Stonehenge.

Por conta da diversidade de “paganismos” é complicado definir apenas uma vertente.

Há pagãos que cultuam diversos deuses, politeístas, enquanto outros apenas fazem reverências às energias da natureza.

Leia sobre Stonehenge

Paganismo no Brasil

O paganismo no Brasil acompanha o crescimento mundial.

A partir da publicação de livros como “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley e “O Caminho de Santiago” e “Brida”, de Paulo Coelho, aumenta a procura por essa religião.

Na primeira década do século XXI, o lançamento da série de livros de "Harry Porter", de J. K. Rowling, só reforçaria este interesse.

De todas as maneiras, as religiões afro-brasileiras podem ser consideradas pagãs, se consideramos a tradição rural, o respeito à natureza e seguimento dos ciclos naturais dentro de suas celebrações.

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Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.