Revolução Verde

Revolução Verde representa um conjunto de inovações tecnológicas que têm o intuito de melhorar as novas práticas agrícolas.

O primeiro país a aplicar o conceito foi o México. Em consequência do sucesso, as tecnologias desenvolvidas nas lavouras mexicanas se espalharam por outros países, que se utilizaram de técnicas de produção de alta performance.

Características

  • Uso de cultivares (plantas) com melhor resposta a fertilizantes e maior resistência a pragas
  • Gerenciamento de produção - maior produtividade em menor área
  • Cruzamento genético de plantas para garantir alto desempenho
  • Aplicação direcionada de insumos - pesticidas e fungicidas
  • Uso de fertilizantes sintéticos
  • Equalização de limitações do terreno, como falta de irrigação
  • Pesquisa para melhor desempenho de implementos agrícolas - plantadeiras e colheitadeiras
  • Mudança da estrutura fundiária, que ficou voltada à produção em larga escala

Resumo

O mentor da revolução verde foi o cientista norte-americano Norman Borlaug (1914-2009). Na década de 30, Borlaug começou a pesquisar variedades do trigo resistentes a pragas e doenças.

Os estudos de Borlaug atraíram a atenção do governo mexicano que o chamaram para coordenar, em 1944, o Programa de Produção Cooperativa de Trigo do México.

Os trabalhos foram desenvolvidos em parceria com a Fundação Rockefeller. Na época, a empresa adotou como slogan o fim da fome no mundo.

O programa aplicado na agricultura mexicana resultou em plantas com maior desempenho no campo e que fizeram o país, antes importador, autossuficiente na produção de trigo.

No período de 1950 a 1960, outros países passaram a adotar o conceito de maior produtividade no campo. Os governos do Brasil, Índia, Paquistão e Filipinas estão entre os que adotaram o método de Borlaug.

Em 1968, o presidente da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional William Gaud classificou as novas técnicas do campo como "revolução verde".

De fato, os conceitos de Borlaug o levaram ao Prêmio Nobel da Paz em 1970, por suas contribuições para redução da fome mundial.

Os países desenvolvidos também aplicaram o sistema agrícola criado por Borlaug e reduziram a dependência da importação de alimentos. Um dos exemplos está nos Estados Unidos, que passaram a exportar trigo a partir de 1960.

O conceito foi aplicado a outros produtos e a busca pela maior produtividade passou a balizar a qualidade no campo.

O desenvolvimento de técnicas para irrigar o solo melhorou o desempenho agrícola, antes refém do regime de chuvas. A irrigação também contribuiu para otimizar o uso de fertilizantes, fungicidas e pesticidas.

A melhoria na relação de produtividade beneficiou diretamente países pobres, como a Índia, que passou a exportar arroz.

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Revolução Verde no Brasil

O perfil da agricultura brasileira mudou completamente após a adoção das práticas características da revolução verde.

A introdução dos novos conceitos ocorreu durante o regime militar e foi um dos pilares do chamado "milagre econômico".

A partir da produção em larga escala, o País passou à condição de exportador de alimentos. Entre os produtos de elevado desempenho estão a soja e o milho.

Com a matriz agrícola voltada para as vendas externas, o Brasil instituiu agências de fomento e pesquisa. Entre as agências abertas nesse período está a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), fundada em 1973.

Pontos Positivos e Negativos

A eficiência no campo, avanço na produção e a pesquisa de alimentos são apontadas como as principais vantagens do conceito da revolução verde.

Já as desvantagens merecem críticas de historiadores, ambientalistas e pesquisadores. Entre as principais consequências estão:

  • Esgotamento do solo
  • Erosão
  • Alteração do ecossistema para a implantação da lavoura
  • Desmatamento
  • Priorização à estrutura latifundiária, prejudicando a produção familiar e fomentando o êxodo rural

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